O Sisal

research paper writing helpO Sisal (Agave sisalana) é uma planta originária do México e foi trazido ao Brasil por volta de 1903, e somente a partir do final da década de 1930, o Sisal passou a ser visto como uma alternativa econômica. A planta foi introduzida nos estados da Paraíba, Bahia e Rio Grande do Norte, em virtude das condições climáticas propícias, que requer clima quente, grande luminosidade e é adaptada a regiões semi-áridas, por ser altamente resistente a estiagens prolongadas.

O Sisal (agave sp) possui folhas estreitas e compridas, medindo de 10 cm a 15 cm de largura e 120 cm a 160 cm de comprimento, de cor verde e terminando por um espinho escuro.

O Sisal foi introduzido na Bahia, por volta de 1910. Porém, só passou a ser explorado comercialmente a partir do final da década de 30. Sua adaptação às condições da região semi-árida do Nordeste, onde as opções de cultivo são limitadas, confere ao Sisal uma grande importância sócio-econômica, gerando emprego e renda em regiões possuidoras de baixo IDH no Estado da Bahia. Estima-se que, atualmente aproximadamente 400 mil agricultores familiares cultivam o Sisal em suas propriedades. Ademais, postos de trabalhos diretos são gerados nas etapas de beneficiamento e industrialização do Sisal, sendo estes gerados, em sua maioria, nos centros urbanos.

As folhas do Sisal produzem uma fibra altamente resistente que é utilizada para produzir artesanatos, vassouras, sacos, bolsas, chapéus, barbantes, cordas, capachos e tapetes, bem como na indústria automotiva, de móveis, de eletrodomésticos, de Biomantas (proteção de encostas, na agricultura e revestimento de estradas), na mistura com polipropileno, em substituição à fibra de vidro (composição de objetos plásticos) e na construção civil. Além disso, utiliza-se também na fabricação de celulose para a produção de papel Kraft (de alta resistência) e outros tipos de papel fino (para cigarro, filtro, papel dielétrico, absorvente higiênico, fralda etc).

No Estado da Bahia, a produção da fibra de Sisal é cultivada em 68 municípios, alguns desses com maior expressão em termos de produção, como por exemplo: Conceição do Coité, Campo Formoso, Valente, dentre outros

O desfibramento do Sisal é a principal etapa da pós-colheita. Consiste no processo de eliminação da polpa ou mucilagem que envolve a fibra da folha, mediante uma raspagem mecânica.

A folha de Sisal, ao passar pelo processo de desfibramento, produz a fibra (produto que corresponde a 4% da folha e que, posteriormente passará pelos processos de seleção, batimento, beneficiamento e comercialização) e o resíduo (96%), composto pelos subprodutos mucilagem (15%), suco (80%) e bucha (1%). Após o desfibramento, as fibras são colocadas em varais feitos com fios de arame, para secarem ao sol.

A próxima etapa é o batimento, que consiste em remover o pó que envolve a fibra de Sisal. Essa etapa se processa em máquinas denominadas de batedeiras. Após o batimento a fibra é classificada e enfardada para então ser comercializada. Do batimento da fibra, resultam além da fibra, os subprodutos bucha e pó.

Os subprodutos do Sisal que hoje praticamente não são aproveitados, podem ter inúmeras utilizações. Cita-se a possibilidade de utilização da mucilagem como complemento alimentar para rebanhos bovinos e caprinos; a bucha como adubo orgânico e o suco que é rico em ecogenina, fármaco que serve como medicamento e pode ser utilizado como bioinseticida, no controle de lagartas, de nematóides e carrapatos, como sabonete e pasta cicatrizante.

Além das vantagens já apresentadas, existe a possibilidade de abertura de novos mercados para os produtos do Sisal, diante da preocupação crescente das populações de países desenvolvidos com a preservação ambiental.